Ernesto de Sousa – Da Vanguarda como necessidade Crónicas 1974-1978
Este volume da coleção Arte e Artistas a Imprensa Nacional reúne textos publicados por Ernesto de Sousa nas revistas O Século Ilustrado, Vida Mundial, Opção e Modas e Bordados, entre 1974 e 1978.
«[Nestes textos] notam-se uma urgência e uma euforia que anseiam por poder fazer acontecer uma vanguarda finalmente, e absolutamente, a par de, e em comunhão com a liberdade recém-conquistada. Porém, está também presente um constante alerta para os facilitismos, os aproveitamentos da confusão pós-revolucionária e as persistências de uma conceção de arte que Ernesto não considerava compatível com a revolução. A urgência e a vigilância – palavra que Ernesto emprega mais do que uma vez – fazem-no regressar frequentemente a tópicos, citações e autores de referência, ou artistas que considera os melhores para exemplificar o que é isso de fazer uma vanguarda revolucionária, uma que possa reinaugurar a arte sob a forma de novas experiências coletivas.
Essa é uma das premissas fundamentais de Ernesto: a vanguarda enquanto possibilidade de uma criação e experiência coletivas. Não há outro modo, para ele, de conceber a vanguarda se não como uma prática profundamente implicada na transformação quotidiana do mundo.»
